Há alternativas ao fim da <i>Edscha</i>

A propósito do encerramento da Edscha, em Vendas Novas, anunciado para o final de 2011, o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul propôs ao Governo medidas para evitar a destruição de quase duas centenas de postos de trabalho.
«Os trabalhadores não aceitam que a única solução seja o encerramento da empresa, a deslocalização da produção e o seu despedimento, embora conheçam muito bem as práticas e objectivos das multinacionais e a inoperância das políticas dos governos neste âmbito, as quais se resumem na entrega, a fundo perdido, de dinheiro do Orçamento Estado (logo, dos cidadãos contribuintes), para estas se instalarem, e a nada fazerem para impedir a sua saída, ou, no mínimo, para as obrigar a devolverem os milhões de euros recebidos» - afirma-se na carta enviada aos ministros da Economia e do Trabalho.
Nas «outras soluções» devem envolver-se o Governo, a Autoeuropa, a Edscha e a Gestamp (grupo espanhol que adquiriu a multinacional Edscha). O objectivo deverá ser a manutenção dos postos de trabalho e da produção em Vendas Novas, onde «há trabalhadores disponíveis, há experiência adquirida e há, sobretudo, a necessidade de tudo ser feito para travar a destruição do aparelho produtivo e o aumento do desemprego e para promover a produção nacional».
O sindicato defende que essas soluções sejam definidas «no quadro do PASA (Plano de Apoio ao Sector Automóvel), no respeito pela estratégia inscrita no PROT Alentejo, e em diálogo e cooperação com a Câmara Municipal», para «continuar a fabricação dos componentes na região, na perspectiva de rede e fileira de especialização industrial automóvel, aeronáutica e electrónica».


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